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Busca de imóveis por CPF e CNPJ ganha alcance nacional

  • 29/10/2026

Pesquisa Nacional de Bens amplia o alcance do RI Digital para 3,6 mil cartórios; resultado inicial indica vínculo com uma matrícula e não comprova propriedade atual

A busca de imóveis por CPF e CNPJ passou a alcançar os 26 estados e o Distrito Federal. Gerenciada pelo Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis, a Pesquisa Nacional de Bens reúne mais de 3,6 mil Cartórios de Registro de Imóveis no RI Digital. A cobertura nacional entrou em operação em outubro de 2026, depois de o ONR ter anunciado a ferramenta em agosto como evolução da antiga Pesquisa Prévia, então limitada a dez unidades da federação.


Busca de imóveis por CPF e CNPJ reúne 90 milhões de matrículas

Segundo o ONR, o sistema consulta 90 milhões de matrículas, mais de 90 por cento do universo de imóveis regulares do país. A entidade informa ter investido R$ 40 milhões entre 2022 e 2025 na digitalização e na estruturação dos dados. A ferramenta anterior somou 4,3 milhões de consultas desde 2021, das quais 1,14 milhão em 2025 e mais de 800 mil nos oito primeiros meses de 2026. Já a Pesquisa Qualificada, usada para aprofundar a apuração, contabilizou 8,8 milhões de pedidos desde 2021.


Resultado aponta vínculo e exige confirmação

Um retorno positivo não significa que a pessoa pesquisada seja a proprietária atual. O CPF ou CNPJ pode aparecer na matrícula como titular ou ex-titular, locatário, fiador, usufrutuário, credor ou em outro vínculo. Para confirmar a situação jurídica e a natureza do direito, o usuário precisa solicitar uma Certidão Digital, a Matrícula Online ou a Pesquisa Qualificada. O próprio RI Digital define a PNB como etapa preliminar para orientar pedidos posteriores.


Prazo e acesso variam conforme a consulta

A primeira resposta pode sair em menos de um minuto e cartórios indisponíveis recebem até três novas tentativas, em intervalos de 20 minutos. Na página atual do serviço, o RI Digital estabelece prazo de até 15 minutos após a confirmação do pagamento. O acesso exige autenticação segura; para órgãos públicos, o serviço é gratuito, enquanto cidadãos e empresas pagam os valores previstos para cada solicitação. Tribunais, Ministério Público e órgãos policiais respondem por mais de 90 por cento do uso, segundo o ONR, mas a ferramenta também atende bancos, escritórios de advocacia, empresas imobiliárias e pessoas físicas.


Fonte: https://portas.com.br



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