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Aluguel comercial volta a acelerar em agosto e acumula alta de 8,50 por cento no ano, diz FipeZap

  • 25/09/2026

Preço de locação de salas e conjuntos comerciais avançou 1,01 por cento; Itaim Bibi lidera valorização


O aluguel de salas e conjuntos comerciais acelerou em agosto e subiu 1,01 por cento, depois de alta de 0,56 por cento em julho, segundo o índice FipeZap. No mercado de venda, ainda que em ritmo mais fraco, os preços também ganharam tração, passando de uma alta de 0,18 por cento para 0,40 por cento no mesmo intervalo.

O painel de indicadores econômicos do mercado imobiliário do Portas reúne o FipeZap, o IPCA, o IGP-M e outros índices em um só lugar, atualizado semanalmente.

Com o resultado, o aluguel comercial acumula alta de 8,50 por cento nos oito primeiros meses de 2026. O avanço é bem superior à inflação medida pelo IPCA, que acumulou 3,11 por cento no período, e ao IGP-M, com alta de 1,85 por cento.

Em 12 meses, porém, houve uma leve desaceleração: o avanço do aluguel comercial passou de 11,26 por cento até julho para 11,21 por cento até agosto. Ainda assim, o resultado permanece bastante acima do IPCA (+4,22 por cento) e do IGP-M (+2,16 por cento) nesta análise.

E, mais do que isso, a comparação com agosto de 2025 evidencia o ritmo mais intenso de valorização do aluguel comercial. No acumulado de janeiro a agosto, a alta passou de 6,26 por cento em 2025 para 8,50 por cento em 2026, um avanço de 2,24 pontos percentuais. Considerando os 12 meses encerrados em agosto de cada ano, a variação foi de 8,51 por cento para 11,21 por cento, diferença de 2,70 pontos percentuais.

O FipeZap considera preços anunciados para novos contratos de aluguel e não incorpora os reajustes dos contratos vigentes, que seguem as condições estabelecidas entre proprietários e inquilinos.


Aluguel comercial sobe em 8 cidades 

Oito das dez cidades monitoradas pelo FipeZap registraram alta no aluguel comercial em agosto. Brasília apresentou a maior valorização, de 5,36 por cento, seguida por Salvador (+2,48 por cento), Niterói (+1,60 por cento), São Paulo (+0,97 por cento), Campinas (+0,94 por cento) e Rio de Janeiro (+0,93 por cento).

Também registraram alta Belo Horizonte (+0,75 por cento) e Curitiba (+0,22 por cento). Porto Alegre (-0,09 por cento) e Florianópolis (-0,35 por cento) foram as únicas cidades com queda no mês.

Com os últimos dados, o aluguel comercial sobe mais de dois dígitos em três cidades nos oito primeiros meses de 2026. Confira no ranking a seguir.


Alta acumulado do aluguel comercial nas cidades (janeiro a agosto de 2026)

Salvador (BA): +18,57 por cento

Rio de Janeiro (RJ): +15,35 por cento

Curitiba (PR): +12,33 por cento

Brasília (DF): +9,63 por cento

Índice FipeZap (Locação): +8,50 por cento

São Paulo (SP): +5,51 por cento

Belo Horizonte (MG): +5,43 por cento

Niterói (RJ): +5,33 por cento

Campinas (SP): +4,26 por cento

IPCA (IBGE): +3,11por cento

Florianópolis (SC): +1,95 por cento

Porto Alegre (RS): +1,85 por cento


São Paulo: Itaim Bibi chega a R$ 100 o metro quadrado do aluguel comercial

Capital mais cara do país da pesquisa para aluguel comercial, São Paulo tem movimentos distintos entre os bairros. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, Pinheiros foi um dos destaques, com a alta acumulada em 12 meses passando de 8,3 por cento para 13,1por cento. Jardins também acelerou, de 4,0 por cento para 7,8 por cento , enquanto Vila Mariana passou de 3,1por cento para 6,0 por cento.

No topo das valorizações, Vila Olímpia manteve ritmo elevado, de 15,2 por cento para 15,4 por cento, e Itaim Bibi avançou de 9,4 por cento para 10,9 por cento, também em 12 meses.

Para comparação, a média geral da capital paulista ficou em 7,82 por cento em 12 meses até agosto de 2026.

Na outra ponta, Moema apresentou a maior desaceleração e a valorização em 12 meses caiu de 15,1 por cento em agosto de 2025 para 3,3 por cento em agosto de 2026. Bela Vista também desacelerou, de 7,7 por cento para 5,1 por cento, enquanto a Sé passou de 3,2 por cento para 0,9 por cento.

No preço médio anunciado, Itaim Bibi permaneceu na liderança e chegou à marca de R$ 100 por m² para aluguel comercial em agosto de 2026, contra R$ 90,18 /m² um ano antes.

Vila Olímpia (R$ 96,51/m²) e Pinheiros (R$ 89,25/m²) completam o top 3. Pinheiros, que ocupava a quarta posição um ano antes, ultrapassou Moema, cujo preço médio chegou a R$ 83,28/m².


Rentabilidade do aluguel comercial

A rentabilidade anualizada do aluguel comercial ficou em 7,63 por cento em agosto, ligeiramente acima dos 7,59 por cento registrados em julho. O indicador também permaneceu superior ao retorno do aluguel residencial, de 6,14 por cento ao ano. Os dois indicadores estão abaixo da taxa de juros real (descontada a inflação) de referência projetada para os próximos 12 meses.


Fonte: https://portas.com.br



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